Good Old Music

1001 Músicas Para Curtir Antes de Partir

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Faz tempo que eu não postava por aqui. Pura falta de tempo. Bom, como não poderia deixar em branco a morte da grande Etta James em 20 de janeiro de 2012, posto aqui a música “I’d rather go blind” - a minha preferida. Escrita por Etta James e seu então namorado, Ellington Jordan, a canção foi gravada pela primeira vez em 1968. Etta acabou optando por não levar os créditos da composição por conta das altas taxas tributárias da época, e pagou pelos direitos da música, para o ex, durante anos. Em sua autobiografia, Etta conta que quando Leonard Chess, fundador da extinta gravadora Chess Records, ouviu a música pela primeira vez, ele saiu da sala e começou a chorar. Essa história pode ser conferida também no filme Cadillac Records, no qual Beyoncé interpreta Etta James. 

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É óbvio que não poderia faltar o mestre Cartola por aqui. Afinal, quem não gosta de samba bom sujeito não é! O Mundo é um Moinho não entrou para a lista apenas por ser uma das músicas mais famosas do sambista, mas porque exala beleza, simplicidade e lirismo. Reza lenda que Cartola compôs a canção, em 1976, ao descobrir que sua enteada estava se prostituindo. ”Preste atenção, querida, embora eu saiba que estás resolvida, em cada esquina cai um pouco a tua vida […] o mundo é um moinho vai triturar teus sonhos tão mesquinhos.” Doce e melancólica, a letra nos mostra a inutilidade dos conselhos, como se para as dores da vida não tivesse escapatória. Poesia pura!

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Hurt (1994), do Nine Inch Nails, era para ser mais um som qualquer. Mas, graças à sensibilidade de Johnny Cash - aos 71 anos de idade -, a música se tornou um verdadeiro clássico da última década. Há quem diga que Cash gravou o som em 2002 como uma espécie de despedida, pois viria a falecer poucos meses depois. Verdade ou não, Hurt foi considerado pela revista Time, em julho de 2011, como um dos melhores vídeos musicais de todos os tempos. Vale a pena conferir! “I will let you down, I will make you hurt!”

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Essa ária da ópera francesa Carmen, de Georges Bizet, é uma das minhas músicas preferidas, ainda mais na voz da maravilhosa Maria Callas. Por mais que você não goste de ópera, não tem como não se exaltar com o poder de Habanera. Também conhecida com L’amour est un Oiseau Rebelle – que em português significa “O amor é um pássaro selvagem” -, a canção faz parte da trilha sonora da animação Up - Altas Aventuras (2009), da Disney Pixar. ”L’amour est enfant de bohème!”

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Essa música é um verdadeiro presente na minha vida. Não há como ouvir e não se emocionar com toda a sua doçura. Como outros standards, Misty foi composta pelo pianista Erroll Garner, em 1954, e interpretada por vários ícones do jazz, como Frank Sinatra, Sarah Vaughan, Julie London e Lesley Gore. E, entre tantas versões, a minha preferida é a canção na voz da maravilhosa Ella Fitzgerald, gravada em 1959. “Too misty, and too much in love!”    

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Pode até parecer clichê, mas não poderia faltar o quarteto de Liverpool nessa lista! Composta pela dupla Lennon-McCartney, Blackbird foi lançada no álbum The Beatles (ou Álbum Branco) em 1968. Bom, isso provavelmente você já sabia, mas imaginou que esses acordes tivessem sido inspirados no “Bourée em mi menor” de Bach? Pois é! Além disso, a letra é uma metáfora sobre a segregação racial americana, tão presente naquela época. “Blackbird fly […] You were only waiting for this moment to be free!”

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Aproveite a música The Sound of Silence, de Simon & Garfunkel, para meditar! Fique sozinho, esqueça do mundo, dê um pé na bunda de todos à sua volta, e pare durante exatos 3:18 minutos para curtir o som da solidão! A canção foi escrita por Paul Simon e interpretada pela dupla folk em 1964, no disco Wednesday Morning. Além de ter sido o primeiro grande sucesso de Simon & Garfunkel, a música faz parte – junto com o clássico Mrs. Robinson – da trilha sonora do filme The Graduate (1968). Aperte o play e curta o som do silêncio (com legendas)!

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Eu sou meio suspeita pra falar dos Rolling Stones, mas You Got the Silver é realmente incrível! A primeira composição de Keith Richards - feita para sua ex-mulher Anita Pallenberg em 1969 - é também a primeira música em que o guitarrista resolve se arriscar nos vocais. Mesmo com toda a sua desafinação, fica mais do que nítido que a performance vem da alma! A gravação do vídeo acima é do show-documentário Shine a Light (2007), dirigido por Martin Scorsese. Hey babe, you got my soul!

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"A lot of peoples holler about ‘I don’t like no blues,’ but when you ain’t got no money, and can’t pay your house rent and can’t buy you no food, you damn sure got the blues." Bingo, o americano Howlin’ Wolf consegue descrever perfeitamente o sentimento por traz do blues nessa gravação de 1966, com a música How Many More Years. Não é a toa que o negão de 1,98 metros de altura é um dos maiores blues man da história. Com sua poderosa voz rouca, ele canta, toca gaita e guitarra como ninguém! Com certeza é um som obrigatório pra quem curte música boa.

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Nada melhor do que começar essa lista com um hino ao amor! Hymne à l’amour é uma declaração sofrida da cantora Edith Piaf ao boxeador Marcel Cerdan. Os dois viveram um intenso romance nos anos 1940, mas ele acabou falecendo tragicamente em um acidente de avião em 1949. Toda a dor serviu de inspiração para Piaf compor este clássico da música francesa, ao lado de sua parceira Marguerite Monnot. A canção ganhou várias versões, inclusive uma brasileira que ficou famosa nas vozes de Dalva de Oliveira e Maysa Matarazzo.

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